No passado domingo, dia 30 de agosto de 2026, Frei Pedro Gabriel de Maria e Frei Ângelo Pio emitiram os seus votos perpétuos.
A Província Portuguesa da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos esteve em festa, no passado domingo, dia 30 de agosto de 2026, ao ser enriquecida com dois jovens que emitiram os seus votos perpétuos. São eles Frei Pedro Gabriel de Maria (Ovar) e Frei Ângelo Pio (Brasil), que fizeram a sua formação espiritual, franciscana e académica em Itália. Um feliz acontecimento no ano em que a inteira Família Franciscana celebra os “800 anos da Morte de São Francisco de Assis” (1226-2026).
Atendendo ao desejo dos profitentes, a celebração decorreu na Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima (e dos Pastorinhos), pelas 17 horas. Com o templo repleto de fiéis, a celebração foi presidida pelo Ministro Provincial dos Capuchinhos de Portugal, Frei Fernando Alberto Pedrosa Cabecinhas, e contou com a presença de vários sacerdotes concelebrantes, capuchinhos e diocesanos, destacando-se aqueles que vieram do sul de Itália (Campobasso e Siracusa), que colaboraram na formação dos profitentes, e dos párocos ligados às comunidades cristãs destes dois jovens. Marcaram também presença várias irmãs de congregações religiosas (entre as quais algumas que vieram de Itália), além dos familiares dos dois profitentes. A celebração foi muito bem orientada com a colaboração de vários jovens professos italianos que seguem o itinerário formativo juntamente com os dois irmãos profitentes da Província Portuguesa e propositadamente se deslocaram ao nosso país. A eles se juntou o jovem António Araújo, postulante da Província Portuguesa, que está prestes a iniciar o seu ano de noviciado, em Morano Calabro, Itália. O canto esteve a cargo do Grupo Coral da Associação São Gabriel que, além das muitas vozes que o compõem, contou também com alguns instrumentistas que muito abrilhantaram a celebração. Para uma melhor participação dos fiéis, foi distribuído um completo caderno, artisticamente elaborado, com todos os momentos da liturgia.
Na homilia, o presidente da celebração destacou o significado da vida religiosa e dos valores pelos quais vale a pena viver, sublinhando o exemplo do profeta Jeremias (“seduziste-Me, Senhor…”, Jr 20,7-9) e de Jesus Cristo, no evangelho: “Quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la” (Mt 16,21-27). Teve também palavras de louvor para com as duas famílias que ofereceram os seus filhos à causa do Reino de Deus, seguindo as pegadas de São Francisco de Assis. Outro dos momentos, que sempre marcam estas celebrações, foi quando os dois jovens se prostraram no chão da igreja, enquanto se ia entoando o longo canto das ladainhas (litania de todos os santos), momento oracional que preparou, de seguida, a emissão dos Votos Perpétuos dos dois jovens, que finalizou, depois da assinatura das Atas, com o efusivo abraço de felicitações por parte dos sacerdotes e dos frades. Após o momento de ação de graças, Frei Pedro e Frei Ângelo depositaram um ramo de flores aos pés de Nossa Senhora, em sinal de devoção e veneração, Ela que veio à Cova da Iria trazer a mensagem da Paz em 1917.
No final da solene celebração, que durou duas horas, os dois neo-professos tomaram a palavra para manifestarem a sua alegria e gratidão a todos os presentes, às suas famílias, destacando os seus Mestres de Formação (ali presentes) durante os vários anos que viveram em Itália: palavras cheias de ternura e emoção, que motivaram, por várias vezes, o tributo uníssono da assembleia com uma salva de palmas. Finalmente, o Presidente da celebração, antes do “ita missa est”, agradeceu a presença dos muitos sacerdotes, sobretudo dos que vieram de Itália e Brasil, das Irmãs Religiosas, o maravilhoso contributo do Grupo Coral, e ao Pároco de Fátima, padre Leonel Batista, que acedeu à realização deste evento religioso.
Toda a solene celebração se revestiu de um ambiente de grande profundidade espiritual, ajudado pela tranquilidade com que decorriam os vários ritos celebrativos, pela escolha e interpretação dos cânticos litúrgicos de inspiração carismática e dos “mestres” de cerimónias que, eficaz e discretamente, conduziram esta ação litúrgica.
Quando a noite já espreitava pelas colinas da Cova da Iria, realizou-se o momento de convívio no Centro Bíblico dos Capuchinhos, ao qual acorreram mais de um centenar de pessoas: momento festivo de simplicidade, partilha e alegria fraterna, dando razão ao Salmo 133: “Vede como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos!” Em louvor de São Francisco de Assis. Ámen.