No início de maio, Frei Ricardo Jorge, Promotor Vocacional dos Capuchinhos, deslocou-se à Ilha Terceira, numa missão de animação vocacional.
Entre os dias 30 de abril e 5 de maio, Frei Ricardo Jorge, Promotor Vocacional dos Capuchinhos em Portugal, deslocou-se à Ilha Terceira, numa missão de animação vocacional, marcada pela proximidade, pelo testemunho e pela partilha da espiritualidade franciscana, junto de diversas comunidades e grupos da Ilha.
A visita surgiu a convite do Padre Bruno Esteves Rodrigues, pároco da Paróquia de São Mateus da Calheta e Diretor Diocesano da Catequese, cujo acolhimento fraterno e hospitalidade marcaram profundamente esta experiência de encontro e evangelização.
Um dos momentos significativos desta missão aconteceu na Ermida de São Francisco de Assis, na Paróquia de São Mateus da Calheta, onde foi rezado o terço pela paz no mundo, inspirado em meditações franciscanas. Este momento de oração reuniu fiéis da comunidade, bem como membros da Ordem Franciscana Secular, num ambiente de recolhimento e comunhão. No final, houve ainda oportunidade para a partilha do testemunho vocacional, dando a conhecer o percurso de discernimento e de vida franciscana capuchinha.
No Seminário Episcopal de Angra, Frei Ricardo orientou um retiro de dois dias para cerca de quarenta jovens crismandos. Ao longo destes dias, os participantes viveram diversos momentos de oração, partilha, reflexão e convívio, enriquecidos por dinâmicas de grupo e propostas de aprofundamento da espiritualidade franciscana. Através do testemunho vocacional e da narração do próprio percurso, procurou-se despertar nos jovens a coragem de escutar a voz de Deus no coração da vida quotidiana.
De particular intensidade espiritual foi a celebração penitencial, prolongada pela noite dentro, acompanhada por um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. O retiro culminou com a celebração da Eucaristia na capela do seminário, na presença de alguns familiares dos jovens, num ambiente de alegria e gratidão pelo caminho vivido.
A missão passou igualmente pelo encontro com crianças e adolescentes da catequese da Paróquia de São Mateus da Calheta, onde foi apresentada a riqueza da espiritualidade de São Francisco de Assis e partilhado o testemunho da vocação capuchinha, num diálogo simples e próximo, marcado pela curiosidade e participação dos mais novos.
Ao longo destes dias, houve ainda oportunidade de celebrar a Eucaristia em várias comunidades da Ilha, procurando sublinhar traços da espiritualidade franciscana: a fraternidade, a simplicidade, a paz e a alegria do Evangelho.
A passagem pela Ilha incluiu também uma breve visita ao encontro do acampamento do núcleo do CNE, que reuniu cerca de seiscentos escuteiros, permitindo acompanhar um momento significativo da vida juvenil e associativa da diocese, bem como assistir ao concerto de Claudine Pinheiro.
Outro momento de especial significado aconteceu na Igreja de São Gonçalo, outrora convento de Clarissas, no centro histórico de Angra do Heroísmo. Aqui, foi celebrada a Eucaristia, seguida de um momento de convívio fraterno.
Durante a estadia, Frei Ricardo teve ainda a oportunidade de celebrar a Eucaristia na Casa de Saúde do Espírito Santo, instituição de referência na Ilha Terceira, na área da saúde mental, reabilitação e cuidados especializados, gerida pelas Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Um encontro marcado pela proximidade aos mais frágeis, onde a presença da Igreja se faz sinal de esperança e consolação.
Esta visita permitiu ainda contemplar uma das marcas mais profundas da vivência cristã açoriana: a forte devoção ao Espírito Santo, tão enraizada no coração do povo terceirense. As tradicionais coroações e expressões populares de fé, particularmente vividas nos meses de maio e junho, testemunham uma religiosidade profundamente comunitária, onde a fé continua a ser celebrada e transmitida entre gerações.
No final desta missão, permanece a gratidão pelos encontros realizados, pela hospitalidade encontrada e pelas sementes lançadas. Na certeza de que toda a vocação nasce do encontro com Cristo, permanece a confiança de que o Espírito Santo continuará a inspirar e sustentar a missão evangelizadora da Igreja, fazendo frutificar, no tempo de Deus, as sementes humildemente semeadas ao longo destes dias.


